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10 empresas do Piauí estão na "œlista suja" de trabalho escravo

De acordo com uma “lista suja” alternativa do trabalho escravo divulgado ontem (06) pelo Ministério do Trabalho, foram identificadas 10 empresas do Piauí que possuem condições de serviços análogas ao trabalho escravo. Os dados foram solicitados pelo jornalista Leonardo Sakamoto, através da ONG Repórter Brasil.

O extrato das empresas divulgado pelo MTE, conta com 404 nomes de empregados de pessoas físicas e jurídicas. A sua última versão, divulgada em julho de 2014, contava com 575 nomes. Essa lista deixou de ser divulgada, devido a uma decisão do ministro Lewandowski, atendendo à Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Abrainc (ADI 5209), que exigiu a suspensão da eficácia das portarias que criaram e mantêm a “lista suja”.

Com a suspensão, uma atualização da relação que estava para ser divulgada no dia 30 de dezembro de 2014 foi bloqueada. O cadastro, criado em 2003, é um dos principais instrumentos no combate a esse crime e tido como referência pelas Nações Unidas.

Para conseguir acesso a essa informação, o jornalista Leonardo solicitou, com base na Lei de Acesso à Informação, que o Ministério do Trabalho e Emprego (responsável pela lista desde 2003) fornecesse os dados dos empregadores autuados em decorrência de caracterização de trabalho análogo ao de escravo e que tiveram decisão administrativa final, entre dezembro de 2012 e dezembro de 2014.

Confira as empresas do Piauí que estão na “lista suja” :